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Saci-Pererê → História, Lenda, Desenhos para colorir, Imagens, Dia do Saci

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O Saci-Pererê é o principal mito do Folclore Brasileiro e tem uma grande importância na cultura brasileira.

Aqui nesse artigo vou falar um pouco sobre ele e como teria surgido o mesmo no país.

Além disso vai ver outras coisas como:

  • História da Lenda;
  • Características da Lenda;
  • Uma História para a Educação Infantil;
  • Dia do Saci;
  • Vídeo.

Os tópicos acima são apenas alguns exemplos do que será visto nesse texto.

As histórias aqui contidas representam a interpretação pessoal da lenda baseando-se em pesquisas feitas na internet.

Vamos ao conteúdo:

Saci-Pererê Uma Lenda Folclórica

Imagem retirada de: cargocollective.com.

História: A lenda do Saci-Pererê, uma lenda folclórica

Há quem diga que a lenta está presente no folclore brasileiro desde o século XVIII, mas não se sabe ao certo se esta é realmente a época de criação.

O Saci-Pererê é a mais importante lenda do folclore brasileiro e possui até um dia em sua homenagem devido ao tamanho de sua importância.

A lenda tem sua origem presumida de povos indígenas originários da região noroeste do Rio Grande do Sul.

À partir daí ela se espalhou por todo o Brasil.

Ele pode ser interpretado como um ser maléfico, brincalhão, gracioso ou travesso, de acordo com a interpretação de várias regiões.

Mas por que ele não é um índio mas, sim, um negro?

Isso ocorre porque, quando chegou na região nordeste do país, teve um misto com a mitologia africana e o mesmo foi ganhando características semelhantes às dos escravos da época.

Segundo essa história, o Saci é um negro que perdeu a perna lutando capoeira.

Herdou da cultura africana, também, o “pito”(seu cachimbo).

Já seu gorro(píleo) é herdado da Europa, mas especificamente de uma lenda portuguesa chamada “Trasgo”.

Saci-Pererê: Características da Lenda

A lenda atual do Saci diz que o mesmo é um personagem que gosta de aprontar travessuras.

Ele é um negro jovem, que pula em uma perna só.

Possuidor de uma carapuça na cabeça que lhe concede poderes mágicos.

Ele apronta com animas e com pessoas, sendo muito brincalhão.

Suas travessuras mais comuns são:

  • Assustar viajantes noturnos com seus assovios;
  • Fazer tranças nos cabelos dos animais;
  • Atrapalhar o trabalho das cozinheiras, fazendo-as queimar as comidas;
  • Colocar sal nos recipientes de açúcar ou vice-versa;
  • Fazer os viajantes se perderem nas estradas.

Bem arteiro, não?

Saci-Pererê: Uma História para a Educação Infantil

Bom, existem várias histórias dessa lenda que podem ser usadas para a Educação Infantil.

Aqui vou dar três delas para que se decida qual usar para poder contar às crianças.

Vamos lá:

História 1: Uma história do Saci-Pererê que ninguém te contou 

Todo o pessoal da floresta tem bronca do Saci.

É que ele vive aprontando com os outros, como a gente sabe.

É levado mesmo.

Um dia deu um nó no rabo da onça.

Outro dia passou batom vermelho na bocona do jacaré.

E pra tirar foi um sufoco danado!

Só dava aquela bocarra vermelha, com tanto dente branco dentro.

Na mesma semana, o danado do Saci passou cola num galho de árvore e uma coruja ficou lá grudada!

Parece que ele já acordava com uma ideia de aprontar na cabeça.

Mas, um belo dia, chegou a hora do troco.

O Saci-Pererê recebeu uma carta.

Era um convite para ser entrevistado no programa do Jô Soares, em São Paulo.

Ele ficou todo orgulhoso, claro!

Seria o representante do folclore brasileiro, falando para o país inteiro, via satélite.

Então, ele pensou em colocar uma roupa bem bonita e também um sapato chique, de verniz preto.

Até comprou um gorro vermelho novo.

No grande dia, ele se vestiu, passou perfume…

Mas aí chegou a hora de colocar o sapato!

Não tinha jeito.

Todo mundo coloca o sapato ficando em pé na outra perna.

Mas o Saci só tem uma perna, ora!

Daí, pediu ajuda para a onça.

Ela, é claro, deu a maior gargalhada!

– Agora você vai ver que onça é pior que amigo da onça, seu bobão!

– disse a pintada.

Então o Saci foi pedir uma mãozinha para o jacaré.

– Quiá, quiá, quiá! – riu o bicho com seu bocão cheio de dentes.

– Se depender de mim, você vai descalço mesmo!

E o Saci tentou de novo:

– Ô dona Coruja, me ajuda a calçar este sapato, vai!

É só unzinho.

A coruja pensou e respondeu que só ia ajudar se o Saci prometesse não aprontar mais com ninguém.

Ele já estava ficando atrasado pra sair.

Desse jeito ia atrasar mais ainda o programa que já é atrasado sempre!

Olha aqui, dona Coruja, eu vou dizer uma coisa pra senhora.

Se eu ficar bonzinho e comportado, ninguém vai me reconhecer.

A senhora vai acabar com o folclore, sabia?

E era verdade.

Saci-Pererê é Saci-Pererê!

Então a coruja, muito sábia, ajudou e, de sapato e cheiroso, o Saci se mandou.

Mas a verdade é que, com a coruja, ele nunca mais aprontou!

História retirada de: www.botucatu.sp.gov.br, escrita por Evelyn Heine.

História 2: O Saci-Pererê

Tudo começou quanto uma simpática vovó de nome Zelir, para tentar acalmar os seus dois netinhos Anthony e Gabriel que são muito levados, decide contar a história do negrinho saci-pererê.

– Meninos fiquem quietos, que a vovó vai contar uma história para vocês.

Os meninos se acomodaram no sofá, para ouvir a sua avó contar a história.

Então ela começa:

Era uma vez…Lá no meio da mata, tinha um grande bambuzal, onde costuma ficar o sacizeiro.

– O que é sacizeiro vovó? Perguntou o Gabriel.

– Sacizeiro é onde os sacis nascem e ficam por lá até completar 7 anos.

Depois eles saem pela mata para fazer traquinagem com as pessoas que entram na mata ou que vivem próximas a ela.

Ai a vovó Zelir, continuou a contar a história.

– O saci é um negrinho, de uma perna só, que tem um gorro vermelho na cabeça e usa um cachimbo e que adora fazer bagunça, deixar as pessoas doidas de raivas.

Os meninos logo começaram a rir, e perguntaram:

– Mas vovó, como eram as maldades feitas pelo saci?

– Meus queridos netinhos, ele não tem dó. São brincadeiras atrás de brincadeiras. A vovó respirou fundo e continuou.

– Conta à lenda que uma vez, três caçadores, entraram na mata para caçar animais para vender na feira da cidade.

– Eles já haviam caçado, vários animais, como: pacas, cutias, tatus, tamanduás, macacos e outros animais.

Logo o saci-pererê ficou sabendo e não gostou nada. E disse:

– Vou dar uma lição nestes cabras safados.

Anthony logo gritou:

– Isso mesmo saci, acabe com estes caçadores malvados.

Vovó Zelir pediu para ele ficar em silêncio e continuou a contar a história.

– O saci saiu no meio de um rodamoinho de areia, para encontrar os caçadores. Ao encontrá-los, ele ficou a espreitar a forma de como ele iria fazer para castigar os caçadores.

Pensou!…Pensou!

Neste momento os caçadores estavam descansando os cavalos e preparando o almoço.

Então o saci tirou o seu gorro, e imediatamente ficou invisível, e foi dar nós na crina dos cavalos sem que os caçadores pudessem vê-lo.

Mas os cavalos começaram a ficar agitados, eles olharam para os animais e nada viam. Só ouviam uns piados estranhos, que parecia ser de uma ave que vinha de várias direções, mas acabaram não se importando.

Neste momento a vovó Zelir para e explica sobre outra lenda sobre o saci.

– Queridos netinhos, conta à lenda ainda que o saci tem a capacidade de se transformar numa ave chamada de Mati-taperê e que seus olhos são vermelhos como o fogo e que o seu canto possui diversos tipos de timbre, fazendo com que as pessoas que a ouçam percam o rumo, sem achar o caminho de volta.

Então Anthony pergunta a sua avó:

– Vovó é por isso que os caçadores ouviram os estranhos piados?

Ela então respondeu:

– Sim. Era o saci que tinha se transformado no Mati-taperê e estava tentando deixar os caçadores desorientados.

E os dois meninos gritaram:

– Que legal!

Vovó Zelir, então começou a contar novamente.

– O saci então pegou sal e colocou no bule do café, misturou açúcar no feijão e encheu de terra a carne que eles haviam preparado para comer.

Assim que eles começaram a comer, um ficou jogando a culpa no outro.

– Não sabe a diferença de açúcar para sal?

– Claro que sei, pior foi você que não limpou a carne e fez ela cheia de terra.

Gabriel e Anthony começaram a dar gargalhadas. Cá…Cá…
Vovó Zeli, então continua contanto.

– O saci-pererê morrendo de gargalhar, pegou galhos com espinhos, levantou a sela dos cavalos bem devagarzinho os colocou embaixo. Depois, colocou novamente o seu gorro vermelho e apareceu para um dos caçadores que estava no canto fumando e disse:

– Seu moço! Enche o pito pra mim?

O caçador arregalou os olhos e tentou gritar, mas o grito não saia.
Então ele meio sem jeito e com muito medo pegou o fumo de rolo e colocou um pouco no cachimbo do saci.

O saci então gritou bravo.

– Acenda logo. Ta demorando muito. E começou a gargalhar muito alto.
Nesta hora os outros companheiros viram que o saci estava fazendo com o seu companheiro e correram todos em direção aos cavalos.

Eles nem bem sentaram e os cavalos saíram dando pinotes, por causa dos espinhos.

O saci gargalhava, até que os homens saíram correndo da mata, sem levar os animais que eles haviam caçado.

Então o saci soltou todos os animais capturados. E os caçadores nunca mais foram vistos na região.

Fim!

História retirada de: oliveirabicudo.blogspot.com.br, escrita por Carlucio Oliveira Bicudo.

História 3: Como surgem os Sacis

Os sacis são crianças travessas que pulam em uma perna só e nascem do broto de bambu.

Eles vivem por sete anos junto aos bambus.

Depois disso eles saem e vão viver por mais 77 anos para aprontar com humanos e animais.

Eles estão nos redemoinhos de vento e vêm fazendo bagunça e travessuras por onde passam.

Só uma coisa pode capturar um Saci:

Jogar uma peneira sobre os redemoinhos.

Após captura-lo, deve-se tirar o capuz pois, assim, é possível garantir que ele não apronte e obedeça quem o capturou.

Depois deve-se prendê-lo em uma garrafa para tê-lo sempre consigo.

Depois que os Sacis morrem viram cogumelos venenosos ou orelha-de-pau.

Dia do Saci-Pererê

O Dia do Saci é comemorado dia 31 de outubro (31/10), mesmo dia do Halloween.

Essa data foi criada em 2005 com a finalidade de promover a cultura brasileira em detrimento da gringa (O Halloween é de origem norte-americana).

Ideias para atividades no dia do Saci:

  • Teatro das lendas folclóricas com o Saci como personagem principal;
  • Fantasias dos personagens folclóricos brasileiros;
  • Atividades de colorir do folclore;
  • Fazer comidas que tenham a história relacionada com o folclore brasileiro;
  • Pedir às crianças para criar histórias relacionadas ao Saci-Pererê;
  • Contar histórias folclóricas;
  • Pedir às crianças para desenhar personagens;
  • Danças folclóricas e cantigas de roda brasileiras.

Essas são apenas algumas deias do que fazer, existem muitas outras e fica a cargo do educador selecionar aquela que deseja aplicar.

Desenhos para colorir: Imagens do Saci

Abaixo dois desenhos que podem ser baixados e usados para atividades de colorir:Saci-pererê-para-colorir

Lenda-Saci-Pererê-para-colorir

 

Obs.: Clique na imagem para poder fazer o download da mesma.

Curiosidades

Existem várias curiosidades interessantes sobre essa lenda, como:

Em algumas regiões ele pode receber outros nomes como: saci-cererê, matimpererê, matita perê, saci-saçurá e saci-trique.

Em algumas histórias as mãos do mesmo são furadas.

Todos os Sacis do mundo se reúnem à noite para planejar suas travessuras, segundo a lenda.

É o mascote do time de futebol Sport Club Internacional, de Porto Alegre – Rio Grande do Sul.

A única forma de fugir dos Sacis, segundo a lenda, é espalhando cordas ou barbantes pelo chão, assim, como possui uma perna apenas, ele tropeçaria e cairia, dando margem para a fuga.

Vídeo: Lenda do Saci-Pererê:

Música do Saci-Pererê:

Resumo:

O Saci é originário da cultura indígena do Rio Grande do Sul, porém incorporou, também, aspectos da cultura africana.

Sua origem remete ao final do século XVIII.

Segundo a lenda, o mesmo nasce do broto de bambu e ali fica por sete anos, saindo dali após isso e vivendo mais setenta e sete anos aprontando com pessoas e animais.

Ele é negro, pula em uma só perna e usa um gorro.

A única forma de capturá-lo é jogando uma peneira em um redemoinho, devendo-se tirar seu gorro para que ele obedeça e prende-lo em uma garrafa após isso.

Para fugir dele deve-se espalhar corda ou barbante pelo chão para que ele tropece e dê tempo de fugir.

Conclusão sobre o Saci-Pererê

É uma excelente história do folclore brasileiro, sendo a mais famosa e devemos a exaltar.

Ela faz parte da cultura do nosso país e é muito importante reservá-la.

Não existe história certa, cada região conta a história à sua própria maneira, podendo haver muitas variações tanto no personagem quanto nas histórias envolvendo o mesmo.

A única certeza é que ele faz travessuras.

E você, o que achou desse texto sobre o Saci-Pererê? Deixe um comentário com dicas, sugestões, histórias sobre o personagem ou qualquer informação que responderei o mais rápido possível.

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